Quem já tem mandato acredita que emendas, placas, vídeos e anúncios bastam para garantir a reeleição.
Mas destinar verba pública não é favor; é obrigação institucional.
Transformar isso em espetáculo eleitoral é reduzir a política à autopromoção.
Do outro lado, muitos novos candidatos entram na disputa sem identidade própria.
Limitam-se a atacar ou defender nomes do Executivo, como se isso fosse projeto de país.
Falta estratégia, escuta, preparo e coragem para falar com o eleitor real.
A maioria ainda pesquisa intenção de voto, mas ignora percepção, sentimento, cultura, dores e sonhos da população.
Nas redes sociais, onde poderia haver diálogo, sobra agressividade, vaidade, desinformação e narrativa pronta.
O eleitor brasileiro está cansado.
Cansado de promessas que não se cumprem.
Cansado de políticos que aparecem na eleição e desaparecem depois dela.
Cansado de campanhas que tratam o cidadão como massa de manobra.
A política é importante demais para ser vulgarizada.
Eleição não deveria ser projeto de continuidade pessoal, mas oportunidade de reconstrução pública.
Quem deseja representar o povo precisa, antes, respeitar o povo.
Com verdade, propostas claras, presença real e responsabilidade.
Em 2026, a campanha que apenas repetir o passado talvez descubra tarde demais que o eleitor mudou.
Hélio Mendes- Palestrante, consultor empresarial e político. Autor de Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa. Curso de conselheiro pelo IBGC e ex-Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia (MG).








